segunda-feira, setembro 3

Agriculturas

Uns dias de férias, uma visita a Espanha e aí está a realidade campesina.
Fiz centenas de quilómetros e vi actividade agrícola, vi campos tratados, vi pomares novos.
Há vida no meio rural.
Chego ao nosso Algarve e o que vejo?
Vejo o campo abandonado, os pomares a secar, tudo sem vida, sem alegria de viver.
O que se está esperando? Que venham os grandes empreendimentos de golfe e correspondente construção, para que qualquer pedaço de terra seja vendido por preços exorbitantes.
Agricultura, zero.
Quer o PROTAL, quer o PDR para a agricultura algarvia (agora em discussão pública), omitem aquilo que mais importante seria necessário fazer para salvar o Algarve agrícola. Aquilo que toda a europa agrícola promove e incentiva.
A reestruturação fundiária dos prédios rústicos. O emparcelamento rural.
O PROTAL ainda aponta, muito ao de leve, como constrangimento do desenvolvimento florestal o fraccionamnto da propriedade rústica. Enuncia o problema mas não indica a solução que passaria pelo emparcelamento rural.
O PDR, nem aflora o assunto, o que é mais grave.
Para se perceber do que se fala, (fraccionamento da propriedade rústica), bastará questionar os técnicos e gestores do Projecto de Rega do Sotavento Algarvio. Como foi possível fazer e executar um projecto daqueles sem emparcelar? Basta saber quantos proprietários são beneficiados, quantos prédios por proprietário, a área média de cada prédio e a dispersão.
Ou então o que levou o Eng. Macário Correia, ( Presidente da CM Tavira) a despoletar uma situação de reestruturação fundiária na serra de Tavira.
responda quem souber.